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Feminino + Masculino = Sexualidade?!

Desde que nascemos que procuramos o contato com o outro e connosco próprios. A princípio é a entidade "Mãe" que mais nos atrai, por razões mais do que óbvias mas, aos poucos, começamos a descobrir tudo à nossa volta, desde o nosso próprio corpo até aos nossos próprios excrementos e posteriormente o outro, num contato tanto visual quanto físico mas sempre curioso.
É muito importante que os Pais assumam uma posição natural e tranquila face à nudez em frente da criança. Que se assumam com naturalidade, que não escondam os sinais de afeto, mais evidentes, naturalmente. Que tenham o à vontade para explicar as diferenças e auxiliar a criança no seu processo de auto-descoberta. Que dêem a conhecer à criança que precisam de tempo só para os dois, que precisam da sua privacidade como forma de estimular e manter viva a chama do seu Amor e que aceitem as preferências desta, nas brincadeiras, com naturalidade e sem rótulos.
A sociedade ensinou-nos que as meninas brincam com bonecas e fingem ser Mamãs e que os meninos brincam com carrinhos e jogam à bola, que visão mais limitadora do Ser Humano!
A verdade é que as crianças de hoje em dia não encaixam nos padrões limitadores que nos foram impostos durante séculos. Elas Sabem que são muito mais do que as querem fazer pensar, elas sabem que uma menina tanto pode rir, cantar, dançar, fazer corridas de carros, ser exímia no desporto e assumir outras personalidades, usando máscaras ou fantasias, tanto como os rapazes. Aliás, que sociedade é esta que os comportamentos que incentiva no Carnaval são os mesmos que rotula de inapropriados ou "femininos" fora dessa época?
Considerações à parte, hoje em dia, os meninos nascem e crescem mais conscientes das suas emoções. Estão a desaprender o reprimir, estão a despertar para a Intuição, para a sensibilidade, para a capacidade de voar e se ligarem aos outros planos dimensionais, estão a reconectar-se com a energia do Mago, do Druida, tal como as meninas com a energia da Mãe, da Feiticeira, da Deusa, na compreensão das fases da vida e dos ciclos lunares. Assim nós saibamos estar à altura para os apoiar e nos redescobrirmos no caminho.
Em tempos, falei sobre as Almas Gémeas e as Chamas Gémeas (podem encontrar esses textos nesta página) mas na altura não referi o relacionamento entre seres, fisicamente, do mesmo sexo. Digo, fisicamente.
Todos temos energia feminina e energia masculina em nós. Tal é indiscutível e um ponto assente. Agora, onde encontramos o nosso complemento energético no Outro é que pode não ser tão evidente assim, até porque se trata de um equilíbrio energético muito subtil. Assim sendo, se uma pessoa tem maior predominância de energia feminina em si, irá procurar outra que lhe restitua o equilíbrio manifestando a polaridade oposta. Agora, do ponto de vista da Alma e das aprendizagens que esta possa ter decidido ter, tendo em vista a sua evolução e experiências cármicas, esta manifestação da polaridade pode ser contrária ao fisicamente aceite. Uma Alma pode ter decidido reencarnar com um corpo físico feminino e ter um equilíbrio energético maioritariamente masculino, logo irá procurar o seu complemento noutro corpo também ele feminino. No masculino pode ter sucedido exatamente o mesmo.
Entendamos que a manifestação física da forma é de somenos importância relativamente à dimensão espiritual e multidimensional, até porque no início da civilização Lemuriana, éramos hermafroditas, tínhamos em nós as duas polaridades, o Yin e o Yang.
Ou seja, se um Ser Humano tiver de encontrar o seu Complemento Divino, energético e físico noutro Ser do mesmo sexo, assim será, sem culpas, sem erro, sem mentira, sem perversidade alguma.
Aceitemos, Honremos e Abençoemos. Quando julgamos ou rotulamos é a nós que aprisionamos.
A mente humana habituou-se a uma fórmula padronizada de ser mas é na coragem da vivência do "anormal", o que foge à norma, que se encontra a magnificência do Ser que se aceita e evoluí. Esta máxima é válida para todos os tipos de "anormalidade", não só para a sexual.
Aceitemos a diferença no Outro. Permitamo-nos ver que o AMOR não escolhe sexo, idade ou aspeto. O AMOR é o que vê para além do visível, o que sente para além da dualidade, o que transcende a fisicalidade e abraça o Divino em nós.
Sejamos AMOR e acima de tudo Sejamos Verdadeiros para connosco próprios e para com o Outro, enquanto nos permitimos Ser o que Em Verdade Somos.