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4° Chakra Cardíaco – Anahata

Corpo Astral ou Intuitivo
Harmonia e Ascensão
Elemento Ar – Nota Musical Fá – 12 Pétalas
Cor predominante: verde

O quarto chacra, também conhecido por Anahata significa, em sânscrito, o som não produzido. Este chacra situa-se na região do tórax, entre a quarta e a quinta vértebra. Corresponde ao plexo cardíaco, centro energético do amor e está ligado ao timo, que é a glândula responsável pelo funcionamento do sistema imunológico. Ele rege os pulmões, o coração, os braços e as mãos. Sua função é o amor e está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a piedade, a afeição e também o ódio. Em suma, todas as emoções sujeitas à vontade. As emoções violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração, que pode até chegar mesmo parar, provocando a morte. Este chacra é o filtro que mantém o equilíbrio entre os três chacras que se localizam acima dele, que são elétricos e frios, e os três da parte inferior do corpo, que são magnéticos e quentes. Para equilibrar este chacra o mantra que ressoa essa área dos nossos corpos é PAM.

O chacra cardíaco relaciona-se com o corpo Psíquico ou Intuitivo, pois representa o início da jornada espiritual e a conexão com o Eu Superior e com a Essência. Ele comanda a interação de amor com as pessoas, a natureza e o universo. A aura saudável traz relacionamentos fortes, seguros e positivos, é capaz de se amar e tem amor incondicional. Em desequilíbrio há ausência de relacionamentos íntimos ou, estes são problemáticos. A pessoa não se ama, é egoísta e incapaz de respeitar o espaço dos outros. Há raiva, ódio, inveja e ciúmes.
Por ser o chacra responsável pela irrigação do coração, é considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Dessa forma, torna-se o chacra mais afetado por qualquer desequilíbrio emocional. Se bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual.
Quando existe um bloqueio neste chacra, a pessoa sente depressão, angústia, irritação ou pontadas no peito, pois é ele quem comanda o coração, seu ritmo, válvulas e sangue, nervo craniano vago e os sistemas: circulatório, imunológico e endócrino e é ainda o responsável por todas as doenças neles instaladas.

Todo e qualquer processo de cura tem sempre de começar pelo coração, pois ele é o elo que transforma as energias físicas dos chacras inferiores em energias espirituais, alimentando os chacras superiores. É a sede do amor, por si mesmo e pelos outros, da amabilidade e do saber perdoar. Seu desequilíbrio gera hostilidades, vontade egoísta, sentimentos de culpa e necessidade de controlar o outro.
A elevação das energias do chacra do plexo solar até ao chacra cardíaco acontece em quem já está a desenvolver a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade. As doenças do coração, sistema circulatório e sangue podem e devem ser tratadas através deste chacra.
Diz-se que no coração encontra-se o antílope que é o símbolo mesmo do coração, muito aberto, muito sensível e muito inspirado.
Um indivíduo ligado ao quarto chacra entra numa vibração de compaixão, de desprendimento, de sabedoria e de amor incondicional. Os apegos aos prazeres terrestres, honras e humilhações, não o preocupam. Portanto, vive em harmonia com os mundos interior e exterior.

O período em que estamos mais ligados a este chacra acontece entre os 21 e os 28 anos, pois este é o período de seu desenvolvimento. A ligação glandular aqui faz-se com o timo. Ele faz parte do sistema linfático, situado abaixo da tireóide e das glândulas paratireóides.
Um excelente exercício matinal e antes de dormir, é estimular o timo com pancadinhas ligeiras num ritmo ternário, sendo que as duas primeiras batidas são seguidas e a terceira ligeiramente espaçada.

Elevando-se graças à vibração do quarto chacra, é possível dominar a arte da comunicação, a poesia e o verbo. O ser começa a dominar o seu eu obtendo sabedoria e força interior. A energia Yin/Yang equilibra-se. Um ser centrado no seu chacra cardíaco começa a evoluir, além dos limites do seu ambiente para tornar-se autónomo e a sua vida torna-se então uma fonte de inspiração para os outros.
A pulsação do chacra do coração saudável é a mesma pulsação dos batimentos cardíacos constantes. Esse ritmo de pulsação é universal, e quando o chacra está equilibrado, estamos em paz com os outros e com o ambiente.

O Uso das Cores Para a Cura
O verde-primavera cura a dor causada pelo facto de a pessoa ser muito vulnerável à vida, e ajuda a abrir o chakra cardíaco quando ele se tornou "endurecido" por experiências emocionais destrutivas. O rosa proporciona uma sensação de brandura e transmite consolo às pessoas cujos entes queridos retornaram ao mundo espiritual. O lilás fortalece o chakra do coração, no caso de a pessoa ter passado por doenças que causam debilidade física, ou por situações de tensão. Ele equilibra a pressão sanguínea.

Influência no emocional

Quando equilibrado: amor-próprio e pela humanidade, verdadeira compreensão da compaixão e benevolência, aceitação, disponibilidade para o perdão, ajuda ao próximo, consciencialização do outro e do grupo, assentamento na estrutura terrena, bondade, dá consistência e vitalidade às aspirações amorosas, sabedoria, visão intuitiva e aguçada, pacificação, ensinamentos e curas pelo amor e caridade, fé na vida e nas pessoas, temperamento ameno, inteligência transparente.

Quando em desequilíbrio: baixa autoestima, frieza, bloqueio da emoção, indiferença, desprezo, angústias, depressão, desespero, sentimento de inferioridade, dificuldade de integração, radicalismos, ódio profundo, incapacidade de amar, de se emocionar, couraças, insatisfação.

Influência no físico

Quando em desequilíbrio: doenças cardíacas, problemas em veias e vasos, distúrbios circulatórios e pressão, problemas pulmonares, asma, bronquites, depressões, angústias, dores de cabeça, obstipação intestinal.

Quando equilibrado: Amor, altruísmo, aceitação e compaixão.