Imagem de Devanath por Pixabay

Os Relacionamentos
(na visão do Xamã)

Ao longo dos séculos, assistimos a muitas tradições e culturas a valorizarem o celibato como via de atingir a Budeidade, a “Santidade”, a Iluminação.
O Xamã sabe, em todas as dimensões do seu Ser, que é na vivência dos relacionamentos que se tem a maior oportunidade de aceitar, limpar, lapidar, perdoar, curar e Amar.

Cada um de nós é um ser Uno e múltiplo, uma vez que existimos em nós, no Outro e em múltiplas dimensões ao mesmo tempo.
Honrar a Divindade em nós é Honrar o Princípio Divino Feminino e o Princípio Divino Masculino. Aceitar a sacralidade da dualidade e vivê-la.
A via da Iluminação é trilhar o caminho do meio, aquele que te leva a mergulhar na profundidade da tua sombra, a conheceres-te e a amares-te incondicionalmente MAS esse processo é tanto mais intenso quanto for a partilha desta expressão de Vida com outro, que está a passar pelo mesmo.

O Xamã sabe que o relacionamento que está a viver, que escolheu viver, é a suma de todas as aprendizagens que escolheu ter condensadas numa só vida.
Ele procura o caminho Iniciático mais puro, aquele a que só acedem os puros de coração e de propósito.
Aqueles que visam o maior bem do Todo, aqueles que intrinsecamente sabem, até a nível celular, que a sua cura é o agente catalisador da cura do Todo.
Aqueles que aceitam o desafio e o percorrem com Fé, Amor e Esperança, principalmente nos momentos em que o sofrimento é ainda mais extremo.

Quando num relacionamento, esta cura começa contigo, a dares resposta a perguntas simples, chakra a chakra, nível energético a nível energético e só depois a dois, quando já ganhaste consciência e, quando em conjunto, já aceitam o processo e estão dispostos a responder e a trabalharem no sentido da cura, do entendimento, da fusão, do amor.

Assim sendo, quais são essas perguntas?

Para o primeiro chakra, o Chacra Raíz:

Como é que nos vamos ajudar mutuamente com as nossas necessidades de sobrevivência, com as nossas necessidades de identidade básicas? Comprometes-te a auxiliar o outro a suprir as suas?
É aqui que percebes se tens os fundamentos para continuares a construir.
Sentes-te segura(o)? Consegues mostrar que na realidade és e não aquele que queres que os outros vejam? Consegues confiar que esta pessoa não te irá magoar se lhe deres a conhecer a tua vulnerabilidade?
Este é o cerne da questão. Estás disposta(o) a revelares quem na verdade és, e falar sobre isso – apesar de poder ser assustador e doloroso?

Para o segundo chakra, o Chacra Sagrado ou Sexual:

Como é que vais abraçar o Outro em tudo o que Ele/Ela é – todos os dons, bênçãos e maldições? Estás disposta(o) a aceitá-lo e comprometes-te a auxiliar o Outro a descobrir a totalidade do seu Ser?

Para o terceiro chakra, o Chakra do Plexus Solar:

Como é que podes reconhecer, respeitar e contribuir para que cada um expresse o seu verdadeiro poder no mundo sem te sentires ameaçada(o)?

Para o quarto chakra, o Chakra do Coração:

Como é que te podes dedicar a praticar amor Incondicional? Tal significa amor não condicionado pela nossa educação, pela Mãe ou pelo Pai. O Amor Incondicional baseia-se no honrar o Outro.

Para o quinto chakra, o Chakra Laríngeo:

Como é que podes respeitar a voz do outro? Consegues comprometer-te a ouvir o outro profundamente, a seres um bom ouvinte, a seres uma cuidadosa testemunha do(a) teu/tua parceiro(a) e convidá-lo(a) a desenvolver a sua voz à sua maior expressão em vez de um suspiro escondido com medo de ofender?

Para o sexto chakra, o Chakra da Terceira Visão

Como é que podes apoiar a visão de cada um na jornada neste mundo?

Para o sétimo chakra, o Chakra Coronário

Como é que podem ter uma prática espiritual conjunta?

É muito fácil colocar as culpas no Outro, acusar, julgar, desistir, fugir.
Percebe que sempre que o fazes é a ti que estás a acusar, a julgar. É de ti que estás a desistir, é de ti que foges.

Para viveres um relacionamento “de sonho” tens de ser um parceiro de sonho. Tens de ser para o Outro o que esperas/desejas que o Outro seja para ti.
Tudo começa no Eu.
Estás disposta(o)?

Ana Sou
(com reconhecimento aos ensinamentos transmitidos por Alberto Villoldo)