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  • Foto do escritorAna Sou

Sagrado do Coração

Um dia destes enquanto expressava o meu SEntiR sobre o Sagrado do Coração, fusão entre o Feminino e o Masculino em nós, houve quem me dissesse "se assim É porque é que as suas fotos e pinturas são sempre tão femininas?" Na altura respondi que essa fusão é vivida na aceitação e na ação, vibrando as características unas de cada expressão numa sintonia de Ser, não em termos de nos masculinizar ou efeminar. A verdade é que hoje dei por mim a pensar sobre. Sou feminina e mesmo quando gostava de vestir fato completo e usar gravata, também o era e transparecia. A feminilidade e a masculinidade vão muito além da aparência e Eu, que sempre considerei que o movimento feminista foi mais uma forma de promover a separação e perpetuar o abuso, reconheço hoje que fui feminista. Fui feminista, não masculina, sempre que me quis uma super mulher, sempre que usei o berbequim, carreguei pesos enormes sozinha, fiz todo o tipo de trabalhos e tarefas, a remoer-me por dentro por não ter ajuda e a não ser capaz de a pedir. Fui feminista sempre que me cheguei à frente e implorei atenção ou delicadeza do outro. Fui feminista sempre que não honrei as minhas fragilidades, emoções, desesperos, mágoas e projetei nos Outros a responsabilidade pelas minhas dores. Fui feminista, não masculina. Teria exercido a consciência de um Divino Masculino aceite em Mim se me tivesse permito agir em conjunto com o Outro, desenvolvendo espírito de equipa, cultivando parcerias e permitido resolver e encontrar soluções que tivessem em vista o melhor para todos os envolvidos, em todas as situações, sem me desresponsabilizar. Durante muito tempo não o soube fazer. Aí sim, fui feminista e não fui nem feminina nem masculina. Ser feminista ou ser machista é projetar no Outro as nossas frustrações. Um Ser que vibra o Sagrado do Coração honra todas as suas expressões e todas as suas escolhas com responsabilidade, ética pessoal, sentido de SOMOS e muito Amor. Quem assim vibra permite-se dar e receber Amor. Permite-Se ir ao Outro e esperar que o Outro queira vir até si. Nada pede ou exige. Simplesmente vibra, Aceita, Honra, Reconhece e Ama... a Si e ao seu Outro Eu, o Tu, Todos e o Todo. AmoTeMe Ana Sou

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