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Destino ou Livre Arbítrio

Destino ou Livre Arbítrio – A memória Kármica e a ilusão de realidade


Antes de encarnarmos, vida após vida, somos convidados a analisar o nosso percurso, no sentido de percebermos o que temos a realizar na vida seguinte, que desafios temos a superar, que lições ainda nos faltam aprender, de que modo podemos contribuir e servir, de que modo podemos Ser expressão de Amor.


Como já o disse anteriormente, encarnar é como ir à escola. Só avançamos quando concluímos as aprendizagens a que nos propusemos com sucesso, mesmo que seja um só assunto que nos falte resolver, iremos voltar uma e outra vez até essa aprendizagem ter sido bem-sucedida.

Acima de tudo, cada vida é um degrau, um passo mais no caminho que, em Alma, escolhemos trilhar rumo à expressão mais pura da nossa experiência da Divindade. Sendo que ao longo deste processo temos uma imensa comitiva de Luz disposta a auxiliar-nos, a amparar-nos, a guiar-nos.


Agora podem perguntar: sendo que escolhemos que vida pretendemos ter determinando o nosso destino, onde está o livre arbítrio?


O livre arbítrio encontra-se nessa escolha de Alma e nas escolhas que fizermos já encarnados e com as limitações de estarmos numa dimensão muito mais densa que a da Alma. Uma dimensão onde vamos ter de lidar com a memória kármica e com a influência vibracional e energética dos espaços e das pessoas, animais e situações que nos rodeiam.

É frequente e até natural enveredarmos por caminhos mais longos e tortuosos do que os da Alma mas, no final, tudo é experiência e com tudo crescemos, aprendemos, purificamos, perdoamos, aceitamos e amamos.


Acontece que a própria vivência do Karma é uma escolha de Alma. Em Alma temos sempre em vista o Bem Maior e o serviço do Propósito Divino pelo que o Karma é visto como algo que pode auxiliar a experiência do Todo, uma vez que a solução é sempre criativa porque não há duas soluções/respostas iguais. Assim sendo, nada é negativo ou condicionante, muito menos o Karma que significa crescimento em Amor e consciência.


O que é a memória Kármica?


A memória kármica é a energia que trazes contigo e que vai servir de padrão para os teus pensamentos, emoções, palavras e acções funcionando como um imã que irá atrair todas as experiências em que necessitas de ganhar consciência, crescimento e integridade.


Imagina um casal em que um dos membros do casal está constantemente a dizer ao outro “Quando me perderes é que me vais dar valor?” ou alguém que quando vê um bebé a chorar atribui sempre que seja por fome. Em ambas as situações é a memória kármica que dita a concepção da realidade e a crença. Ou seja, na primeira situação, a pessoa que o diz foi a que nas vidas anteriores sempre perdeu quem amava tendo ficado a lidar com a culpa, com o remorso, com a saudade, sendo que tal afirmação em nada é espelho da pessoa a quem é dita. Na segunda situação, quem assim analisa a situação passou por situações de fome enquanto bebé, por a Mãe não ter um leite forte e não se ter apercebido logo, por exemplo, sendo que os bebés podem chorar por muitas e variadas razões.


Em tudo, ou quase tudo, reages de acordo com a memória kármica que trazes e para a compreenderes só acedendo à tua verdade interior, só aceitando ir dentro e defrontar os fantasmas ou monstros pessoais, a sombra, elevando-te de seguida pela vibração da Alma.

Acima de tudo, em cada situação da tua vida, tens de olhar para a mesma de acordo com a tua perspectiva e perceber onde estás a agir por memória e não por Alma. Este é um trabalho diário de auto-observação, e se aqui não está o livre-arbítrio então não sei onde está.

É a escolha diária de te limpares e alinhares ou o simplesmente deixares-te levar e influenciar atribuindo as consequências do que te acontece a terceiros.


A realidade difere de acordo com quem a vê. Essa é uma verdade já provada cientificamente, assim como o é o sabermos que no que nos envolve nada é estático ou denso, uma vez que tudo são moléculas em constante movimento que interagem continuamente umas com as outras, seja um ser humano, este teclado onde escrevo, a cadeira onde me sento, ou a flor que contemplo na secretária.

Esta conclusão leva-me a outra consideração.

Ao nível da Alma encontramo-nos numa vibração muito mais subtil e superior daí as cores serem muito mais belas e diáfanas, os aromas mais intensos e nos deslocarmos à velocidade do nosso pensamento, materializando-nos instantaneamente onde pretendemos.

Já no aqui e agora, encontramo-nos numa dimensão já de quinta dimensão mas que ainda não nos permite essa dita materialização, por exemplo. Ou seja, quando acedermos a uma vibração de sétima dimensão já nos será possível vermos a matéria como ela é, deslocarmo-nos à velocidade do nosso pensamento, materializando-nos onde entendermos e até criarmos a matéria que nos envolve, como já fizemos nas primeiras civilizações de Elysium-Avalon e Lyra.


Se pensas que tal possibilidade é impossível, lembra-te que alguns daqueles que são considerados Santos, tinham estas capacidades. É o caso de uma Freira que, na Idade Média, vivia em reclusão absoluta recebendo alimentos por um buraco na parede e que frequentemente era vista nas aldeias mais distantes a auxiliar a população, o que levou à sua Canonização. Infelizmente, não me lembro do nome dessa Santa mas fui incapaz de esquecer a sua história, desde que a soube em criança, por esta ter feito completa ressonância com a verdade que tenho em mim.


Agora só posso desejar que o teu livre arbítrio te conduza à verdade de ti mesma(o), aquela que ninguém te pode dizer, que só tu podes encontrar.

Com perdão, coragem e muito Amor, Sê!


Ana Sou

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